quarta-feira, 21 de março de 2012

#CFMAP: Valorização a saúde da população negra: uma breve reflexão.


No dia 21 de março, de acordo com o calendário do Ministério da Saúde, além da celebração do dia da Síndrome de Down, do Dia Mundial da Infância, celebra-se também o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial na Saúde.

A data foi escolhida pelo Ministério da Saúde, considerando os aspectos desfavoráveis às condições de saúde da população negra, que constitui atualmente mais de 46 % do total da população no país. Estas ações específicas na saúde visam, tanto à eliminação das iniquidades, quanto à redução dos agravos que incidem nas altas e desproporcionais taxas de morbimortalidade materno-infantil neste seguimento populacional, o que gerou a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).

Esta política tende a elaboração de um plano com ações que garantam a efetivação ao acesso e permanência na saúde por esta parcela da população, contribuindo positivamente em estratégias que efetivem sua promoção, prevenção, atenção, tratamento e recuperação de agravos transmissíveis e não-transmissíveis de maior prevalência na saúde nesta realidade.

Os principais motivos à elaboração de uma Política Nacional deste porte, são os fortes indícios históricos que atingem esta população no Brasil, levando em consideração seus aspectos econômicos, sócio-culturais e políticos, impactando diretamente na qualidade de vida destas pessoas, mantendo-as até os dias atuais, como grupos vulneráveis à determinados  tipos de doenças, criando estigmas e as afastando dos serviços de saúde.

Este reconhecimento de valorização dos aspectos mais vulneráveis se deu pelas fortes reinvindicações dos movimentos sociais e políticos no século XX. A partir da 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986, os cuidados na atenção da saúde da população negra se tornaram um status de direito universal, como cidadania para os usuários do serviço de saúde e dever do Estado no seu provimento. Este avanço foi positivado na Constituição Federal de 1988 que, em seu artigo 194, confere ao Estado o provimento à saúde como direito universal da população, independente de cor, religião, credo, raça, origem, sexo e orientação sexual.

À partir da institucionalização do Sistema Único de Saúde - SUS (Lei nº 8.080 de 19 de novembro de 1990) afirma-se que a universalidade do acesso está garantido aos serviços de saúde, para toda população, em todos os níveis de assistência, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie que precisam atender à integralidade da atenção, como:

 "um conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigido para cada caso, em todos os níveis de complexidade do sistema, através da igualdade na atenção à saúde; e na descentralização político-administrativa, com direcionamento único em cada esfera de governo (BRASIL, 1990a, art. 7.º, inc. I, II, IV IX)".

Este legado histórico é constatado diariamente, em nossos serviços de saúde, onde parte dos agravos na saúde da população negra são oriundas, em grande maioria dos casos, às péssimas condições de vida, saúde, saneamento ambiental, alimentação, educação e assistência em que estas estão submetidas. Os altos índices, internos e externos, na saúde desta população que envolvem, por exemplo, agravos à anemia falciforme, dados sobre morbi-mortalidade materno-infantil de mulheres e crianças, situações de riscos (incluindo a violência) em que esta população está exposta, são um dos motivos para se pensar em uma política de saúde, de grande porte, que atenda às perspectivas e necessidades desta população em seu aspecto integral.

No Brasil um dos focos à saúde da população negra que é possível intervir, através da inclusão, promoção, prevenção, acompanhamento e tratamento pela atenção básica na saúde são:

- Acompanhamentos e encaminhamentos em outros níveis da saúde que visualizem os  aspectos genéticos determinados como anemia falciforme, deficiência de glicose 6-fosfato desidrogenase, foliculite;

- Acompanhamentos e encaminhamentos àquelas situações na saúde adquiridas em condições desfavoráveis e vulnerabilidades como:  desnutrição, anemia ferropriva, doenças do trabalho, DST/HIV/aids, mortes violentas, mortalidade infantil elevada, abortos sépticos, sofrimento psíquico, estresse, depressão, tuberculose, transtornos mentais (derivados do uso abusivo de álcool e outras drogas);  

- Acompanhamentos e encaminhamentos àquelas situações na saúde de evolução agravada ou tratamento dificultado como a  hipertensão arterial, diabetes melito, coronariopatias, insuficiência renal crônica, câncer, miomatoses entre outros.

Através do trabalho sistemático das equipes de saúde da família, com o trabalho focado pelos agentes comunitários de saúde é possível identificar fatores relevantes à inclusão da população negra e adscrita em um território, aos serviços de saúde e assim proporcionar de forma integrada, às condições e recursos necessários à viabilização no acesso e permanência aos cuidados contínuos à sua saúde, promovendo o exercício de sua cidadania, que de acordo com o SUS em suas vias de humanização, preconiza o direito maior, que é o direito a uma vida digna.  

No território adstrito à Clínica da Família Maury Alves de Pinho, temos uma população com aproximadamente 12.000 moradores, sendo que, auto-declarados pretos e pardos somam, em média, 55% desta população. 

Na rotina dos serviços e processo de trabalho em saúde em atendimento a esta população, priorizamos o atendimento e acompanhamento dos pacientes em situação de hipertensão arterial, pré-natal, diabetes, tabagismo, alcoolismo, desnutrição entre outros agravantes mais comuns em determinantes sociais, onde a incidência da pobreza, ausência de qualidade de vida e inacessibilidade aos serviços essenciais, excluem parte desta população aos direitos sociais aos quais tem prioridades.

Equipe Bandeirantes - Agente Comunitário de Saúde Fernanda Belarmina de Oliveira

Referências Bibliográficas:

Brasil Presidência da República. 2006. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.









21/03 - Quem Nasceu:

No dia 11 de março de 2012, nasceu a filha da Aldjany de Jesus, a pequena Thamyres da Silva.
Agente de Saúde, Vanderson Dutra.

21/03 - Quem Nasceu:

No dia 15 de março as 16:58 hs da tarde, nasceu a pequena Kethlen, filha da Priscila Oliveira.
                                                     
Enfermeira Rosa Reis.
   Agente de Saúde, Maria Iolanda.


21/03 - Teste do Pezinho

No dia de 20 de março de 2012, veio na nossa unidade a pequena Kethlen, para fazer o teste do pezinho. 

Nasceu no dia 15 de março de 2012 às 16:58 hs da tarde.

21/03 - Dia Nacional da Síndrome de Down


A síndrome é caracterizada por uma combinação de diferenças maiores e menores na estrutura corporal. Geralmente a síndrome de Down está associada a algumas dificuldades de habilidade congênita e desenvolvimento físico, assim como de aparência facial. A síndrome de Down é geralmente identificada no nascimento.

Pessoas com síndrome de Down podem ter uma habilidade cognitiva abaixo da média, geralmente variando de retardo mental leve a moderado. Um pequeno número de afetados possui retardo mental profundo. É o distúrbio genético mais comum, estimado em 1 a cada 800 ou 1000 nascimentos.
Fonte: Wikepédia.

terça-feira, 20 de março de 2012

20/03 - Nossos Parceiros

Drª Karla da Equipe Horizonte e Débora  do Projeto Bandeirantes já. Foi uma das homenageadas na festa de 1 ano da Clínica da Família.

Parceiros:

Centro Social Bandeirantes
Centro espírita Maria Angélica - CEMA
Creche Municipal Rogério Cardoso
Creche Municipal Sebastião Furtado
Supermercado Rainha de Vargem Pequena
Mercadinho Babaloo
CRAS - Zumbi dos Palmares
Igreja Batista - Pr. Júlio
Igreja Assembléia de Deus Na Zona Sul
Associação de Moradores Coroado
Associação de Moradores Bandeirantes
Lyons Club do Brasil



20/03 - Teste do Pezinho

O Teste do Pezinho é um exame laboratorial simples que tem o objetivo de detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e ou infeciosas que poderão causar lesões irreversíveis no bebê, como por exemplo retardo mental. A maioria das doenças pesquisadas podem ser tratadas com sucesso desde que diagnósticadas antes mesmo de manifestar os primeiros sintomas. A nossa Clínica realiza o teste do pezinho logo nos primeiros dias de vida. Se informe com seu agente de saúde. Ou para maiores informações ligue: (21)3410-8572.
O exame ficou popularmente conhecido como “teste do pezinho” por ser realizado através da análise de amostras
de sangue coletadas através do calcanhar do bebe. É um procedimento simples que não traz riscos para a criança. 
O período ideal para a realização da coleta do Teste do Pezinho é a partir do 3º dia de vida do bebê ou o mais brevemente possível. Isto não invalida, entretanto, a sua realização em bebês com mais dias de vida. O que poderá ser prejudicada é a eficácia do tratamento, caso necessário. 

 

 
Distúrbio genético no qual um dos aminoácidos presentes no leite pode prejudicar a saúde do bebê causando retardo mental grave.
A galactose presente no leite causa, nas crianças com galactosemia, um quadro grave marcado por catarata, convulsões e diarréia.
A falta do hormônio produzido na glândula tireóide causa deficiência mental e retardo de crescimento.
Distúrbio no metabolismo que pode levar à desidratação aguda e na menina, a masculinização dos órgãos genitais.
Doença genética que causa problemas respiratórios e gastrointestinais crônicos